POWER HOUSE – Função e importância

Conceitos Básicos

Power House: função e importância

O método de Pilates é um programa completo de condicionamento físico e mental e seus benefícios dependem da execução dos exercícios com fidelidade aos princípios do método. Segundo Borges (2004), Joseph Pilates denominava seu método de Contrologia, que é a capacidade do ser humano de se mover com conhecimento e domínio do próprio corpo, apresentando uma completa coordenação do corpo, mente e espírito através da  concentração, centralização (Power House), respiração, controle, precisão e fluidez dos movimentos.

A estabilização da cintura pélvica e da coluna lombar são importantes para o equilíbrio corporal e auxiliam na estabilidade dinâmica do corpo durante a execução dos exercícios e é realizada pelo centro de forças, conhecido no Pilates como Power House que envolve transverso abdominal, multífidios, os músculos do assoalho pélvico e pelo diafragma, além das musculaturas adjacentes que entram no processo de estabilização.

Power House - Função e importância

Ungaro (2005) alerta que ao se exercitar, muitas pessoas não dão a devida atenção ao início de cada movimento resultando em movimentos incorretos e lesões. Através do método Pilates preconiza-se início de todo movimento tomando através da ativação do centro de forças, estabilizando o segmento lombar da coluna e a pelve passando-se a movimentar membros superiores e inferiores com segurança e maior eficácia, assim como a própria coluna: eficiência neuromuscular.

A eficiência ou o controle neuromuscular dependem da ação coordenada de respostas motoras conscientes e inconscientes, constituindo se de ajustes posturais antecipatórios e respostas musculares reflexas do tronco, que ocorrem, por exemplo, antes dos movimentos das extremidades e podem afetar o equilíbrio e a localização do centro de gravidade. (WILLSON et al., 2005).

Um programa de estabilização de centro, como o Pilates oferece, é indicado para várias lesões, dentre as quais as lombalgias crônicas, as discopatias, as artroses, as alterações posturais importantes; preparação de atletas de alto nível; síndrome cruzada; processo traumático; e situações que levam ao desequilíbrio biomecânico da coluna lombar. Um atraso na resposta dos músculos do tronco para perturbação tem um grande potencial para provocar uma instabilidade central, com isso há um grande risco para lombalgia crônica, pois uma das causas de lombalgia é a instabilidade da coluna lombar (O’SULLIVAN, 2000).

Nem sempre lesões dos membros inferiores podem ser associadas com instabilidade do centro, todavia a maior influência desta fora de seu cerne (complexo lombo pélvico) esteja no joelho, relacionando se com lesões como a síndrome da dor femoropatelar e lesões dos ligamentos cruzados do joelho (WILLSON et al., 2005).

Fortalecer o Power House deve ser um treinamento estruturado em bases científicas, sendo sistemático, progressivo e funcional, com um ambiente provocativo, porém controlado, rico em termos proprioceptivos como se refere Clark(1992), ao falar do treinamento do centro de forças. E isto com certeza o método Pilates oferece.

Diante dos parágrafos anteriores concluímos que a centralização do método Pilates é um mecanismo de proteção e conservação do centro de forças corporal durante movimentos dos membros superiores e inferiores, e deve obter ativação de forma automática através de treinamento, sendo benéfico para a prevenção de lesões e o tratamento delas, melhorando o desempenho de atividades físicas sejam cotidianas, de trabalho ou desportivas.

Bruno Pacheco

Fisioterapeuta entusiasta da cinesioterapia e empresário determinado, dedicou se inicialmente a atendimentos em ortopedia e neurologia na cidade de Uberaba. Há cerca de uma década elegeu Pilates como sua ferramenta principal, inaugurando seu primeiro estúdio em 2010 e hoje acompanha sua clientela e administra o Estúdio BR – Pilates e Treinos Integrados

 

 

 

 

 

 

 

Referências

BORGES J. Princípios básicos do método Pilates. Módulo, 2004.

UNGARO A. A promessa de Pilates. São Paulo: Caras; 2005.

WILSON J. D.; DOUGHERTY, C. P.; IRELAND, M. L.; DAVIS, I. M. Core stability and relationship to lower extremity function and injury. Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons, Rosemont, v. 13, n. 5, p. 316-325, 2005.

O’SULLIVAN, P. B. Lumbar segmental “instability”: clinical presentation and specific stabilizing exercise manegement. Manual Therapy, New York, v. 5, n. 1, p. 2-12, 2000.

CLARK, M. A.; CUMMINGS, P. D. Treinamento de estabilização do “core”. In: ELLENBECKER, T. S. Reabilitação dos ligamentos do joelho. São Paulo: Manole, 1992. p. 475-493..